sexta-feira, 27 de março de 2009

Inconstante

"Nem sempre acordo
Aquilo que fui dormir.
Às vezes sorrindo,
Às vezes fingindo sorrir.
Sigo em frente,
Ansioso com tantos planos,
Completo por sonhos e desejos,
Mas vazio pelos desenganos.
E assim, todos os dias
Permaneço perguntando:
Quando vou poder olhar no espelho
E saber quem estou olhando?
Tudo que desejo ao amanhecer,
Bem antes de o sol nascer,
É não continuar me metamoforseando".

(Jorge Elô*)

*meu querido amigo
**saudade do meu poeta preferido :)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Confia!!

Já dizia um poeta
"Confiança não se impõe. Conquista-se."
Depois de tantos tempo e de tantos conflitos entre a gente, pude perceber o quanto ficamos amigos e o quanto confiamos um no outro...
Obrigada GURI por confiar em mim. Estou feliz em saber q -hoje- nosso carinho é recíproco.
Beijos e volta logo p perto das pessoas q te amam.

terça-feira, 24 de março de 2009

Saudade da família

Saudade do meu povo, do meu lar..


depois posto

AmAdO (MeU)

"Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você"

(Amado - Vanessa da Mata)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Pensar

"Num deserto sem água

Numa noite sem lua

Num país sem nome

Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero

Nenhuma ausência é mais funda do que a tua"

(Sophia de Mello Breyner)

*gostei e postei sem nenhuma intenção aparente :)

paz!!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Acidente

Hoje está fazendo um ano do meu acidente. Sei q não é algo q mereça destaque ou está sendo comentado, mas quero deixar registrado que muita coisa mudou em minha vida após aquele 13.03.2008... Incrível como o tempo passou rápido :).
Paz e bem!
Obrigada Senhor mais uma vez hehehe

segunda-feira, 9 de março de 2009

novo lar

To em princesa :)

domingo, 8 de março de 2009

Parabéns

Obrigado painho, por orientar o meu caminho e por ser o Paizão maravilhoso q o senhor é..
Desejo muitooss anos de vida e toda felicidade q Deus possa proporcionar..

Despedida


Ontem foi um dia de surpresa em minha vida. Isso mesmo meus queridos - S U R P R E S A S!!
Eu não tô conseguindo descrever esse dia, só quero dizer q foi emocionante e muito importante p mim.
Obrigada meus amigos!!
Obrigada minhas raízes "bobodogoenses", sem vcs eu não seria metade do q sou.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Dia angustiante :/

"Chamamos de angústia a sensação psicológica, caracterizada por "abafamento", insegurança, falta de humor, ressentimento, dor e ferida na alma (...) A angústia é também uma emoção que precede algo (um acontecimento, uma ocasião, circunstância)".
Espero q Deus esteja guiando meus passos e iluminando minhas decisões.

Senhor, preciso de orientação.

quinta-feira, 5 de março de 2009

HOJE

Acreditar ou não em horóscopo é algo bastante pessoal. Conheço pessoas q tomam suas decisões de acordo com o q leu ou ouviu da astrologia.. Eu não acredito muito nao, sou bastante cética p essas coisas, porém, curiosamente, meu horóscopo foi condizente com os últimos acontecimentos.. Vejamos:
Para Áries, o ano começa mantendo o foco no setor profissional, com mudanças profundas e decisivas nesse sentido - que já tiveram início em 2008 e continuam durante todo ano. Em janeiro e fevereiro, sua energia dinâmica estará focada na manutenção de seu sucesso e projeção de uma imagem condizente com suas ambições. O setor amoroso recebe uma nova injeção de energia já em janeiro e que deverá se estender até o seu aniversário. No mês de março, o cenário se volta mais para a importância das amizades, que terão enorme peso na abertura de novas portas e caminhos profissionais.
E o q vc acha? Combinou ou não?? hehehe

Grande MudAnÇa

Há um ditado chinês que diz que "toda jornada começa com o primeiro passo!". O mais difícil, aquele que requer coragem! Quando tomamos a decisão de empreender uma jornada em busca de algum objetivo, o primeiro passo significa aquele que nos tirará das nossas zonas de conforto, dos nossos hábitos, das coisas que nos são familiares... Nos tira de perto, mas não nos separa.


Pois é, acho q chegou minha hora. Estou saindo de casa para tentar algo novo em Princesa Isabel. Espero q vcs fiquem na torcida para que tudo dê certo por lá..

terça-feira, 3 de março de 2009

Rainha da Noite


"Lilith (לילית em hebraico), a rainha da noite, é referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem (Patai81:455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa, chegando depois a ser descrita como um demônio.
De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusando-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal.
Assim dizia Lilith: ‘‘Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.’’ Quando reclamou de sua condição a Deus, ele retrucou que essa era a ordem natural, o domínio do homem sobre a mulher, dessa forma abandonou o Éden.
Três anjos foram enviados em seu encalço, porém ela se recusou a voltar. Juntou-se aos anjos caídos onde se casou com Samael que tentou Eva ao passo que Lilith Tentou a Adão os fazendo cometer adultério. Desde então o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava sua segunda mulher. Ela então perseguiria os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém casados para se vingar.
Após os hebreus terem deixado a Babilônia Lilith perdeu aos poucos sua representatividade e foi limada do velho testamento. Eva é criada no sexto dia, e depois da solidão de Adão ela é criada novamente, sendo a primeira criação referente na verdade a Lilith no Gênesis".


*Essa imagem foi a primeira representação conhecida de Lilith - alto relevo Sumério (1950 a. C.)

Quer saber mais?? Pesquisa em sites de busca q vc encontra..

segunda-feira, 2 de março de 2009

Niver da Cunhadinha

Parabéns pelo o dia em que você começou a brilhar,
no palco deste imenso universo chamado vida...
Te amo Talitha!!
Desejo toda felicidade do mundo :)

domingo, 1 de março de 2009

Em Princesa mais uma vez :)

Ahhh, esqueci de comentar q estive em Princesa Isabel :). Após o carnaval aproveitei a carona e fui p lá com as meninas. Reencontrei pessoas queridas e -sem querer- acabei resolvendo algumas questões pendentes que não poderiam continuar existindo.

Homenagem a minha IrMã (futura mamãe)

DESEJO INSÓLITO

Por Janailson Macêdo


Ana, minha esposa, está grávida de cinco meses. Enquanto o nosso primogênito não nasce, ela vem surpreendendo a mim e a si mesma com desejos cada vez mais exóticos.
O último deles ocorreu na semana passada. Era fim de tarde e nós arrumávamos a dispensa quando, de repente, Ana encontrou no fundo do armário uma pequena sacolinha plástica branca com uma inidentificável coisinha miúda no interior. Após ela desatar o nó frouxo das alças e abrir o saco, deparamo-nos com um solitário pão francês que possivelmente jazia ali há semanas, pois já estava chocho, murcho e quase totalmente coberto por uma camada de minúsculos fungozinhos cinzentos.
Foi interessante a reação dela ao achado: Ana ficou estática, quase hipnotizada, contemplando o pão carcomido pelo mofo. Quase imóvel, eu observava a expressão de cobiça e prazer inesperado desenhada em sua face. Achei estranho não ver, como era habitual em momentos assim, o rosto dela ser tomado por sinais de repulsa e nojo.
Ana olhava para o objeto no interior do saco como uma mãe que observa o filho recém-nascido dormir quietinho dentro do berço. O rosto dela só costumava ficar daquele jeito em momentos prazerosos. Como na vez que a presenteei com um delicioso bolo de chocolate, em comemoração aos nossos seis meses de casamento.
Súbito, Ana voltou a si e percebeu que eu a fitava com uma expressão interrogativa. Ela rapidamente re-configurou o semblante e a exteriorização facial dos pensamentos. Em seguida, para disfarçar, fechou de forma mecânica o saco e o levou, com aparente desinteresse, até a lixeira da cozinha.
Sem dúvida, aquele comportamento representava um ponto assimétrico no seu histórico. O normal seria vê-la pegar o objeto bem com a pontinha dos dedos, afastando-o o máximo possível de si enquanto se locomovia até a lixeirinha de plástico. Na seqüência, ela pisaria concentrada no mecanismo que faz a tampa da lixeira levantar e, sutil, largaria o saco, esperando que fosse cumprida a lei da gravidade. Só ficaria satisfeita ao ver a tampa se fechar, sinal de que não dividiria de novo o espaço com o artefato nojento.
Eu não sabia, mas aquela aparente indiferença era só externa. No íntimo, minha mulher lutava contra um forte impulso que a incitava a devorar de imediato o alimento coberto pelo mofo. Ana apetecia secretamente o que mais se assemelhava à lembrança ou ao cadáver de um pão. Via-o se derreter em sua boca, completando uma espécie de lacuna imaginária, e projetava mentalmente o clímax do contato com tal delícia, momento de raro de orgasmo alimentício.
A atípica vontade parecia incontrolável. Nos primeiros minutos ela ainda era pendular e dava pequenas tréguas a minha esposa. Depois de algum tempo, entretanto, Ana não conseguia mais redirecionar o foco de sua atenção.
Lembro-me que à noite, durante o jantar, ela nem tocou no filé de peixe ao creme preparado por mim, mesmo se tratando de um dos seus pratos favoritos. Perguntei-lhe se havia algo errado. Ela respondeu-me que não, que apenas perdera o apetite.
Ana não me revelou no momento que sua mente teimosa e fidelíssima não estava abrindo vagas para possíveis concorrentes do pão mofado.
Apesar disso, ela se mantinha firme, contrapondo-se à excentricidade da sua mente. A todo o momento, todavia, ela tinha a resistência testada. Além de atrapalhar o jantar, a recorrente imagem do pão a impediu de se concentrar na frente da tevê, deixou-a inquieta e não a permitiu pregar os olhos durante o início da madrugada. Como ela sofreu! Aquela disputa foi intensa e demorada: de um lado, sua consciência dizia não ao capricho insano; do outro, o insólito desejo de grávida propunha em tom capcioso: “sacia-me e te liberto”. Lá por volta das três da manhã, contudo, ocorreu o nocaute. Depois de vários rounds, o desejo venceu a luta, apelando para o ponto fraco da adversária: o cansaço.

* * *

De repente, um movimento leve na cama me fez acordar no meio da madrugada. Meio que por reflexo, virei o rosto para ver se Ana estava bem e a vi saindo do nosso quarto na pontinha dos pés. Resolvi segui-la, silenciosamente, numa mescla de impulso e curiosidade. Ainda bem que o brilho da lâmpada acesa entregou-lhe rápido o ponto de destino: a cozinha.
Com cuidado, fiquei espreitando-a discretamente da entrada da cozinha, sem transpor a linha da porta. Vi-a segurando uma sacola branca, que desempenhava a função de guardanapo para algo semelhante a um sanduíche. Olhando mais atentamente, porém, constatei: não se tratava de um sanduíche, era algo menor, talvez um pãozinho pequeno.
Foi nesse momento que, ao observar a expressão em seu rosto, a mesma de horas antes, outra idéia me veio repentinamente à cabeça: Ana não tinha um sanduíche em suas mãos, ela segurava o mesmo pão mofado do fim da tarde anterior. Fiquei chocado e admirado ao focalizar com mais atenção o objeto e constatar que minha suposição estava correta.
Ana se encontrava, enfim, frente a frente com o objeto de seu anseio e, quase em transe, começou a levá-lo à boca. Em segundos estaria tudo terminado, ela poderia dormir tranqüila, libertar-se-ia do suplício e teria sua consciência livre de novo. Além disso, como brinde, ela ainda conheceria o sabor de um pão mofado...
“O que você está fazendo?” Perguntei, penetrando na cozinha, como forma de ter a presença notada e evitar a catástrofe. Não consegui simular uma entrada casual, pela minha forma de agir dava para ela perceber que eu sabia o que estava acontecendo. Encabulada, Ana lançou-me um olhar de conformação (falta algo), que traduzi como sendo um misto de “É! Essas coisas acontecem!” e “Que foi? Vai dizer que às vezes você também não tem impulsos e desejos esquisitos?”.
Ficamos na cozinha conversando por alguns minutos. O efeito do transe havia finalmente desaparecido, fazendo-a se dar conta do ato que estivera prestes a praticar. Nesse momento, ela me relatou a batalha que enfrentara nas últimas horas. Rimos bastante da situação. “Nossa criança corre agora o risco de nascer com cara de pão mofado”, brinquei. “Se for assim, paciência! Pior seria não nascer! Não é?”, respondeu-me ela sorrindo. Ana aparentava ter solucionado o problema e voltado ao seu estado normal. Fomos então deitar. Aliviada, ela caiu depressa no sono. Já eu passei ainda alguns minutos refletindo e especulando sobre o que faz certas grávidas terem desejos tão fora do comum...
No entanto, a peleja da minha mulher com o desejo insólito parece que não acabou por aí. No outro dia logo cedo - durante a preparação do meu café da manhã - fui jogar uma embalagem de biscoitos na lixeira da cozinha e percebi que o pão mofado não estava mais lá dentro. Certamente não fui eu quem o retirou de lá, e nenhuma outra pessoa poderia ter mexido ali, a não ser Ana, que ainda estava na cama dormindo naquela hora. Será que o desejo retornou e a fez levantar de novo no meio da madrugada? Será que ela não poderia ter vencido tão facilmente a batalha contra uma força tão potente? Já se passou uma semana e eu ainda não a questionei acerca daquele desaparecimento. Hoje, porém, decidi! Vou saciar minha curiosidade, vou perguntar-lhe sobre o destino do pão mofado! Quem sabe um dia eu conte a vocês o que aconteceu afinal...

BLECAUTE
Uma Revista de Literatura e Artes
Campina Grande (PB) - Ano I - N.2 – FEV. 2009
Editores:
Bruno Rafael de Albuquerque Gaudêncio
Janailson Macêdo Luiz
João Matias de Oliveira Neto